sábado, 10 de março de 2012

NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO



Telefônica vai cortar 1.500 empregos no Brasil


10/03/2012
Empresa faz plano de demissão voluntária para dispensar 7,5% empregados; a partir desta quinta-feira, marca Telefônica será substituída pela marca Vivo

Como parte de seu processo de integração com a Vivo, a Telefônica anunciou nesta sexta-feira um plano de demissão voluntária para 1,5 mil dos 20 mil funcionários. A partir da próxima quinta-feira, os serviços da empresa, como telefonia fixa, banda larga e TV paga, passarão a adotar a marca Vivo.

Cristiane do Nascimento, diretora do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações (Sintetel) que participou das negociações com a Telefônica, disse que a empresa planejava cortar um número ainda maior de funcionários. "Foi cogitado um corte de 2 mil pessoas". A Telefônica não comentou a decisão.

Apesar de a redução ser equivalente a 7,5% do total de funcionários, a diretora considerou que o plano de demissão voluntária, com o pacote de benefícios oferecidos pela Telefônica, foi um bom resultado para o acordo. "Muitos aposentados e pré-aposentados têm a intenção de sair", disse. "O mercado está aquecido, principalmente nas áreas técnicas. Algumas pessoas podem sair por terem uma oportunidade melhor".

Benefícios - A Telefônica está oferecendo, a quem aderir à demissão voluntária, meio salário-base por ano trabalhado; indenização mínima de um e máxima de dez salários, independentemente do tempo do contrato de trabalho; seis meses de plano de saúde; serviço de apoio à transição de carreira; doação do celular funcional; e o não desconto do vale refeição ou alimentação no mês de desligamento.

Os interessados têm até a próxima quarta-feira para aderir ao plano. Ainda não está definido o que será feito se a adesão não alcançar os 1,5 mil postos que são a meta da Telefônica. "Se não acontecer, vamos ter de negociar e decidir depois", disse Cristiane.

A Telefônica vai analisar individualmente cada adesão e pode decidir que não interessa a ela demitir o funcionário. "Se todo um setor resolver aderir, a Telefônica pode decidir manter alguns funcionários, para que o setor continue funcionando", disse a diretora do Sintetel.
Agência Estado

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