quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

DEPOIMENTO DOS PARENTES DA PROFESSORA VICTORIA SOTO ...


Professora Victoria Soto, evangélica - morreu como heroína na escola Sandy Hook

 

Aos 27 anos de idade Victoria Soto faleceu no dia 14 de Dezembro, sexta-feira passada, desempenhando papel de heroína, protegendo sua classe de alunos na escola de ensino fundamental Sandy Hook, ocasião em que o louco Adam Lamza invadiu o lugar e disparou tiros matando 20 crianças e seis adultos.  Ela era pedagoga há cinco anos.

Victoria era evangélica, professora de alunos da primeira série escolar, solteira, morava com seus pais, irmãos e seu animal de estimação, um cão da raça lavrador, em Stratford, Connecticut - onde viveu toda sua breve vida. Seu pai, Carlos, um porto-riquenho, é operador de guindaste no departamento estadual de transporte. A sua mãe, Nancy, uma norte-americana, é  enfermeira. 

As pessoas mais íntimas - que a descrevem como uma pessoa divertida, alguém dona de sorriso sempre largo e contagiante -, dizem que não se surpreenderam com o heroísmo, pois ela era apaixonada por sua profissão, tinha enorme prazer em lecionar para a criançada, a quem se empenhava bastante criando planos de aulas muito bem elaborados para apresentar coisas novas de um jeito interessante aos pequeninos.

Seus parentes mais próximos dizem que ela possuía prazer em fazer coisas simples, como misturar ovos e farinha de trigo para fazer o pão que comia junto com a família, alimentar a criação de patos de sua avó, assistir desenhos animados e ler livros ao ar livre. Em sala de aula, havia estipulado um determinado tempo em que as crianças eram liberadas para mascar chicletes - o que normalmente proíbe-se perimptoriamente.

Seu pai compartilhou seu último momento com a filha no dia do crimea Antes dela sair para lecionar, ele esteve ao piano e Victoria cantando, ensaiaram para uma apresentação na igreja, à noite de natal. Depois, Victoria foi vista numa biblioteca, foi lá retirar um livro infantil para ler aos seus alunos- ela deve tê-lo lido, pois a tragédia aconteceu nos últimos minutos da aula.

Para proteger as criancinhas do enlouquecido atirador Adam Lamza, Victoria as escondeu. Existem duas versões, uma diz que ela as escondeu dentro de um armário e outra que fez isso as levando para um banheiro. Quando Lamza chegou na sala de aula, teria descoberto sua ação, atirou em alguns alunos e também nela, que veio a falecer em estado terrível, pois seu pai relatou à imprensa local que sua aparência era quase irreconhecível. Ela foi encontrada debruçada sobre alguns crianças, demonstrando que se fez de escudo humano. Alguns alunos dela sobreviveram.

Gary MacNamara, o chefe da Polícia do departamento de segurança de Fairfield, foi um dos primeiros a chegar no lugar da tragédia na escola Sandy Hook. Ele confirma a versão do esconderijo no armário e acrescenta que a professora teria empurrado crianças para correr no corredor antes que Lamza abrisse fogo dentro da sala usando seu rifle semi automático e outras armas.

O funeral de Victoria contou com a presença do cantor Paul Simon, que entoou "The Sound of Silence" um sucesso e clássico da dupla Simon and Garfunkle, canção escrita em 1963 após o assassinato de John F. Kennedy, cantada também em homenagem às vítimas do atentado de 11 de Setembro na data do décimo aniversário. Um trecho da letra: "Em sonhos agitados caminho só, por ruas estreitas de paralelepípedos."

A Fox News latina descrece Victoria Soto como modelo de filha, professora e cidadã. Segundo John Harkins, prefeito da cidade, em entrevista para a Associated Press, a atitude de Victoria, ao agir preocupada mais com o bem-estar dos alunos do que com ela própria, mostrou claramente a ótima dedicação, empenho e bom caratismo.

Enfim, que Deus conforte o coração de todas as pessoas que amavam Victoria Soto, a educadora de crianças que lecionava na escola primária de Newton.

Veja mais no Belverede:

Morgan Freeman e a suposta declaração sobre o massacre na escola de Sandy Hook  

Paul Simon: Sound of Silence

Victoria Leigh Soto: professora evangélica heroína

E.A.G.

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