segunda-feira, 5 de novembro de 2018

BOM DIA CARO LEITOR!

OBRIGADO SENHOR POR PROLONGAR OS MEUS DIAS NA TERRA! (37 ANOS SE PASSARAM DAQUELA NOITE SEM FIM), EM QUE,  PASSEI PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE.

REFLEXO FICCIONAL DE UMA NOITE SEM FIM
(Lembrança de uma noite terrível, memória de destroços e vítimas. O eu percebe que não é pesadelo, mas realidade)
Oh terrível noite sem fim,
Que na utopia seduze-me
De volta a um passado implícito,
Nas imagens ficcionais,
Dentre os anexos memoriais do Eu,
Recordaçõesde uma triste lembrança do passado,
Que por infinitos momentos trágicos,
Ceifa vidas de pessoas tão queridas.
Foram horas angustiantes,
De gritos clamando por socorro,
De gemidos inexprimíveis,
Quando tudo se desmorona sobre as vítimas,
Estilhaços de vidros e poeira
Pairavam no ar da imensa noite escura,
Tornando-se um grande nevoeiro terral
Que cai sobre os viajantes,
Que paira num alto penhasco de uma serra,
Seguido por um silêncio.
Quando de repente, o Eu
Debate-se com o irracional, caindo na real,
Que não era um morto vivo, mas um ser vivo
Na busca de ajuda para tirá-lo
Daquele terrível lugar, que, de cabeça para baixo,
Pisava nos destroços dos passageiros.
Foi então que o pensante percebeu
Que realmente não era um pesadelo,
Eram cenas ilusórias e reais,
Vivenciadas numa tenebrosa noite sem fim.
Imagens aglomeravam-se liricamente dentro de si,
Oscilavam dentro do seu profundo ser,
Desafiando-as a arrancá-las das âncoras do seu interior,
Reflexos ficcionais de um passado
Que ostentava visionariamente invadir
Os arquivos memoriais do seu Eu.

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